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São Paulo – 17 de abril de 2015 – A Criteo, líder global de tecnologia especializada em performance de marketing digital, reuniu na última semana publicitários, gerentes de marketing e membros da equipe de liderança Criteo para debater o futuro do marketing digital. Entre os assuntos, esteve o cross device, que nada mais é do que alcançar os usuários em seus diversos dispositivos de acesso a internet.

 

A previsão é de que 63 milhões de smartphones sejam vendidos em 2015, o que significa um incremento de 15% em relação a 2014. Isso se deve ao aumento do tamanho das telas, que facilitam a experiência de navegação do usuário. Isso também afetou a venda dos tablets, que devem ter 9,1 milhões de unidades vendidas este ano, o que representa 4% a menos em relação a 2014.

 

Até o fim do ano, o Brasil terá mais de 18 milhões de usuários 4G. Para 2016, a expectativa é que o M-commerce exceda 50% das transações a nível mundial. Por conta das facilidades de comprar no conforto de seu lar, os consumidores aderem cada vez mais ao comércio online, tanto que na Black Friday de 2014, por exemplo, houve um aumento de 377% no e-commerce norte-americano.”

 

E o que isso significa para o e-commerce? Significa que os smartphones vão dominar as compras online; que os apps irão se tornar os favoritos na hora de fazer pedidos e criará um relacionamento de lealdade com o usuário; que em 2016, 1/3 das compras vão envolver múltiplos dispositivos até a hora de fechar o pedido; e que o mobile precisa ser o centro dos negócios.

 

Segundo um relatório elaborado pela Criteo, que analisou as transações online no primeiro trimestres em diversos países do mundo, dois países já apresentam mais de 50% do seu e-commerce feito via mobile: Japão e Coréia do Sul.

 

Para Horácio Soares, Product Owner Mobile do Hotel Urbano, a principal preocupação das empresas deve ficar na experiência do usuário. “Hoje, muito mais do que antigamente, as pessoas querem viver experiências. Elas são uma nova oferta econômica”.  O cliente deve entrar em flow, ou seja, estar totalmente imersa no que está fazendo, caracterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade. “As pessoas estão sem paciência, querem performance. Cerca de 60% dos usuários esperam que um site mobile carregue em 3 segundos ou menos”, explica Horácio.

 

Tudo tem que funcionar de maneira muito intuitiva, sem que o usuário precise pensar em como utilizar. Aproximadamente 47% dos usuários acertam um anúncio sem querer, que não é positivo, porque pode acabar afastando-o da empresa. De 80 a 90% da população é destra, ¼ tem algum tipo de deficiência e 10% estão acima dos 60 anos. Isso sem contar que 1 em cada 5 brasileiros é analfabeto funcional. Tudo isso deve ser levado em consideração na hora de se pensar no marketing. “A limitação no tamanho da tela é importante, porque permite aos varejistas online pensarem o que é mais importante e manterem o foco”, conta Horácio.

 

No Brasil, as compras via smartphones e tablets representaram 11% e a previsão é que até o fim deste ano, 22% das compras online sejam feitas por estes dispositivos. “É uma tendência que já se torna realidade em alguns países do oriente. Esses números devem alertar as empresas quanto à importância de se investir em melhorias para seus sistemas em smartphones e tablets, além de ter um relacionamento mais próximo com o consumidor e adotar o marketing digital cross device, afinal os dispositivos móveis são quase uma extensão dos indivíduos”, afirma Alessander Firmino, diretor geral da Criteo no Brasil.

 

A classe C brasileira digital é maior que a população de países como o Canadá, o México e a Itália. “As pessoas passam 80% do tempo nos aplicativos e apenas 20% do tempo na web mobile quando estão usando os smartphones”, afirma David Philipson, diretor de soluções mobile da Criteo. O In-App combina o comportamento do consumidor em tempo real, com o próprio catálogo de produtos do anunciante e uma dose de conteúdo criativo.

 

O Brasil ainda é um mercado emergente quando se fala em comércio mobile. No primeiro trimestre de 2014, houve 1% de vendas mobile. Já no primeiro trimestre de 2015 chegamos a 11%. Baseado nestes dados, é essencial que o marketing perceba é um nicho muito acessível de mercado e o potencial de crescimento na conversão de vendas é gigantesco. “É inegável que a tecnologia hoje é companheira do ser humano. Mostrar que ela pode ser uma aliada e facilitadora na vida dos usuários na hora de realizar suas compras é o caminho para ter sucesso em qualquer e-commerce”, finaliza o diretor.