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"title": "Como se expressa a geração Z: o que ela quer da moda"
"date": "2018-11-26T15:25:33+00:00"
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"description": "De coturnos a minissaias, jeans com diferentes tipos de lavagem e tênis com solados altíssimos, a moda muda a toda hora. A cada geração, novas tendências. Como pesquisamos muito a geração Z para saber como impactá-la, notamos importantes diferenças."
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"author": "Karen Mangonon"
"category": "Tendências e insights"
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De coturnos a minissaias, jeans com diferentes tipos de lavagem e tênis com solados altíssimos, a moda muda a toda hora. A cada geração, novas tendências. Como pesquisamos muito a geração Z para saber como impactá-la, notamos importantes diferenças. O atual debate sobre “millennials vs. geração Z” não estaria completo sem um olhar atento ao que acontece em relação à indústria da moda.




Os millennials (22 a 37 anos, aproximadamente) e a geração Z (de 11 a 21 anos) [diferem em muitos aspectos](https://www.criteo.com/br/blog/millennials-vs-gen-z/), inclusive na forma de se vestir. Tendo crescido em meio a diferentes cenários econômicos e sociais, essas duas gerações [pensam a moda de jeitos diferentes](https://www.elle.com/fashion/a20066562/millennials-gen-z-fashion-virgil-abloh-shayne-oliver-2018/).




Confira aqui as três principais diferenças entre o estilo millennial e o estilo geração Z.




### **1. A geração Z quer se sentir à vontade.**




Os millennials gostam de roupas que ajudam a sofisticar o visual, tanto no trabalho quanto à noite. Camisas clássicas e saltos discretos refletem sua personalidade. A geração Z [valoriza conforto e funcionalidade](https://www.rebelsmarket.com/blog/posts/the-new-rules-of-style-according-to-generation-z). Para milhões de adolescentes hoje, tecidos fluidos são tendência. Vestidos justíssimos, nem pensar.




A geração Z prefere ser espontânea, em vez de cultivar um visual “capa de revista”. O estilo tende a ser casual. Os membros dessa geração são ecléticos e gostam de usar peças não combinadas e *oversized*. Querem praticidade e conforto, roupas que possam ser usadas a qualquer hora, de manhã, à tarde e à noite.




[O visual esportivo, conhecido como “athleisure” (athletic + leisure), é o queridinho do momento](https://www.wgsn.com/blogs/gen-z-streetwear-athleisure-eating/), inspirado por marcas clássicas de streetwear, como Supreme, Vans, Champion e Adidas, que investem em roupas que servem para atividades físicas e para uso geral. Peças que servem para todas as ocasiões. Essa é a cara da geração Z. Mudar de roupa está fora de moda.




### **2. A geração Z quer se sentir única.**




Edições limitadas, colaborações inusitadas, itens exclusivos. Se, em termos sociopolíticos, essa geração valoriza a [inclusão](https://www.mediavillage.com/article/welcoming-gen-z-be-inclusive-or-youll-be-irrelevant/), no que se refere à moda, a geração Z quer exclusividade — quantidade limitada de itens disponíveis, durante o menor tempo possível.




Esses nativos digitais, que gostam de compartilhar todos os seus momentos nas [redes sociais](https://www.criteo.com/br/blog/varejo-e-e-commerce-no-instagram-pinterest-e-facebook/) (Instagram, Snapchat e YouTube), não querem de jeito nenhum encontrar alguém (no mundo físico ou virtual) com a mesma produção que a sua. Para esses indivíduos, o que importa é ser diferente. Se parecer meio bizarro, melhor ainda! Isso mostra que você tem confiança o suficiente para ser único.




Diversidade, inclusão e autenticidade são três elementos que não podem faltar. Moletons, camisetas mais soltas e roupas confortáveis atraem a geração Z porque representam seu estilo despojado. E é exatamente isso que move essas pessoas: simplicidade e praticidade.




![](https://www.criteo.com/br/wp-content/uploads/sites/5/2018/11/active-gen-z.jpg)




### **3. A geração Z quer representar a realidade.**




Como essa geração defende tão fortemente [sua própria individualidade](https://www.criteo.com/br/blog/millennials-vs-gen-z/), ela curte o movimento *body positive* e imagens que transmitem autoconfiança e autoaceitação. Não importa o tamanho, a raça e o gênero (incluindo a identificação não binária), esses indivíduos querem ver todos representados na coleção. Adepta do [“gênero fluido”](https://www.whowhatwear.com/gender-fluid-fashion) na moda, a geração Z ajuda a desconstruir as tradicionais noções de “estilo”.




A geração pós-millennials acredita que a perfeição não existe e espera que as marcas representem uma [visão realista](https://www.forbes.com/sites/jefffromm/2017/01/04/gen-z-is-on-the-rise-here-is-what-you-need-to-know/#79ccee8e7c39) de como pessoas reais vestem roupas reais. Na hora de decidir o que comprar, essa geração não se inspira em [modelos de revista](https://www.refinery29.com/en-us/generation-z-teenagers-fashion). Os anunciantes devem prestar atenção a isso. Os Zs preferem seguir [influenciadores acessíveis](https://www.refinery29.com/the-z-list/) — ou a sua própria tribo.




Para a geração Z, marcas que abraçam a diversidade e apoiam ações de responsabilidade social, como a produção sustentável e cadeias de suprimentos transparentes, saem na frente. Dê só uma olhada em como cresce o número de [startups com missão](https://www.criteo.com/br/blog/aloha-everlane-allbirds/), visão e valores definidos.




### **Em termos de moda, o mantra da nova geração é: não importa quem você seja, seja alguém bom.**




Assim como as gerações anteriores, a geração Z vê a moda (de maneira consciente ou não) como uma extensão de seus valores. Simplicidade tem a ver com transparência, itens exclusivos representam individualidade e moda sem gênero é fator de inclusão. Em suma, o armário da geração Z reflete sua visão de mundo: ultrarrealista e hiperconectada.




Os anunciantes que desejam investir no marketing durante períodos de pico da indústria da moda devem prestar especial atenção às mudanças de estação, quando a procura por novas peças, mais pesadas ou mais leves, aumenta. Nos EUA, o valor médio dos pedidos nessa categoria atinge seus maiores picos anuais em abril e maio (primavera do Hemisfério Norte), com aumentos de 24% e 22%, respectivamente, em relação a janeiro. Dos picos sazonais às preferências de cada geração, as marcas que querem se destacar devem observar todas essas tendências.
