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"title": "Millennials vs. Geração Z: 4 diferenças no jeito de ser"
"date": "2019-01-18T19:52:55+00:00"
"url": "https://www.criteo.com/br/blog/millennials-vs-gen-z/"
"description": "Um novo grupo vem se tornando o centro das atenções. Trata-se da Geração Z, que finalmente atingiu a maioridade e vem roubando os holofotes no mundo todo.Por quê? Porque a Geração Z é imensa, quase 20% da população brasileira. E está no caminho de se tornar o grupo consumidor mais impactante do mundo."
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"author": "Karen Mangonon"
"category": "Tendências e insights"
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Já se foi o tempo em que os millennials reinavam como a geração queridinha do mercado. Visões políticas, escolhas profissionais, comportamentos de compra. Os profissionais de marketing queriam saber tudo sobre esses jovens e hiperconectados consumidores para descobrir como impactá-los.




Hoje, porém, um novo grupo vem se tornando o centro das atenções. Trata-se da Geração Z, que finalmente atingiu a maioridade e vem roubando os holofotes no mundo todo.




Por quê? Porque a Geração Z é imensa, quase [20% da população brasileira](https://www.hartman-group.com/hartbeat/643/new-kids-on-the-block-first-look-at-gen-z). E está no caminho de se tornar o [grupo consumidor mais impactante](http://adage.com/article/cmo-strategy/move-millennials-gen-z/296577/) do mundo.




### **Millennials vs. Geração Z: pioneiros digitais ou nativos digitais?**




Os millennials — hoje entre 25 e 34 anos, aproximadamente — foram [pioneiros digitais](https://www.inc.com/ryan-jenkins/generation-z-vs-millennials-the-8-differences-you-.html) quando testemunharam o nascimento dos mecanismos de busca, da conectividade mobile e das mensagens instantâneas nos anos 2000. Em contraste, os Zs, uma população entre 16 e 24 anos, já nasceram em um mundo digital. Eles cresceram com a internet de alta velocidade, os smartphones, os vídeos sob demanda, os dispositivos para games e as redes sociais. Tudo a um toque de distância, #literalmente.




Portanto, como entender o que a Geração Z espera de marcas e varejistas? Antes de tudo, é preciso obter uma visão geral desses novos consumidores, suas crenças e valores — e como eles diferem dos millennials. Confira aqui quatro valores que a Geração Z defende fortemente:




### **1. Diversidade e inclusão.**




Os Zs constituem a geração mais diversa e multicultural de todos os tempos. Em um [estudo](http://www.thedrum.com/news/2017/12/27/who-gen-z-how-teens-are-consuming-content) realizado pela empresa de mídia multiplataforma Awesomeness em parceria com a consultoria Trendara, os Zs descrevem-se da seguinte forma: globais, identidades fluidas, quebradores de regras e nativos digitais, entre outras características. Esses jovens também acreditam que as redes sociais, a tecnologia e o cyberbullying terão forte impacto na sua geração.




Comparados aos millennials (ou Geração Y) e superconectados pelas redes sociais, os Zs são mais propensos a interagir com seus pares no que diz respeito a questões sociais. De fato, segundo nosso recente [Relatório sobre a Geração Z](http://www2.criteo.com/br/genz-report-2018), mais da metade dessa população usa o Snapchat, o Instagram e o Facebook várias vezes ao dia e consome streaming 23 horas por semana. É muita conectividade — e muita notícia em tempo real trocada com o resto do mundo.




Segundo o [estudo da Awesomeness](http://www.thedrum.com/news/2017/12/27/who-gen-z-how-teens-are-consuming-content), quase um terço da Geração Z tem maior probabilidade de acreditar que todos são iguais. É por isso que esse grupo etário é mais ativo nas redes sociais, especialmente para discutir temas que se espalham como pólvora. Para a Geração Z, movimentos como Black Lives Matter (80%), direitos de transgêneros (74%) e feminismo (63%) devem receber todo o apoio na sociedade de hoje.




### **2. A Geração Z quer se comunicar com as empresas em todos os canais.**




A Geração Z está acostumada a se expressar com um único post, tweet ou atualização de status. Os Zs compartilham tudo o que fazem e pensam em várias plataformas todos os dias. Não à toa esperam se engajar com suas marcas favoritas em todos os canais: lojas físicas e virtuais, mobile e redes sociais.




Uma comunicação aberta é essencial para impactar a Geração Z. E as marcas que conseguirem criar conversas bidirecionais através de uma presença digital e social autêntica, complementada por experiências criativas na vida real, estarão mais preparadas para se engajarem com esses jovens consumidores e conquistar sua fidelidade.




A Glossier, empresa americana de cosméticos, faz um trabalho fantástico combinando online e offline. A marca é conhecida por ter fãs ardorosos nas redes sociais. De acordo com a CEO Emily Weiss, a startup de beleza, hoje um império multimilionário, aumentou 90% sua receita principalmente com o boca a boca, ouvindo e respondendo aos seus seguidores nos diferentes canais.




![millennials vs gen z](http://www.criteo.com/br/wp-content/uploads/sites/5/2019/01/pexels-photo-52578-group-genz.jpeg)




### **3. A Geração Z acredita que a perfeição não existe.**




Ao contrário dos millennials, que são mais inclinados a ter uma visão otimista do futuro, a Geração Z tem uma perspectiva mais realista. Os Zs têm uma ideia menos idealizada da vida e não acreditam no conceito de família feliz, com dois filhos, um belo carro e um emprego estável. Essa geração procura produtos e mensagens que reflitam o mundo real em vez de uma vida perfeita.




A visão de uma vida feliz e certinha não prospera — porque não é real. É por isso que, ao contrário das gerações anteriores, a Geração Z se esquiva dos tradicionais conceitos de beleza ou da imagem de uma existência livre de problemas.




Em sintonia com as [startups orientadas por missão](https://www.criteo.com/br/blog/aloha-everlane-allbirds/), que promovem um estilo de vida consciente em um mundo imperfeito, a campanha #LivetheLondonLook da Rimmel celebrou a individualidade através de um vídeo estrelado por quatro influenciadoras do mercado de beleza. Sua mensagem foi clara: coragem, seja você. A marca destacou temas que são a cara da Geração Z: liberdade, autocontrole, diversidade (não há um único look pelo qual todos devam ansiar) e autoaceitação (você não deve ter medo de ser único).




### **4. A Geração Z quer mostrar que tem estilo próprio.**




Com forte senso de autonomia e propósito, a Geração Z quer mostrar que foge de padrões predeterminados. Os Zs gostam de desafiá-los e pensar fora da caixa — esses jovens não têm medo de ressignificar roupas e produtos em geral (e compartilhar tudo com todo mundo). Portanto, embora os millennials possam ter mudado a definição de *business casual* (roupa casual) [no ambiente de trabalho](https://www.forbes.com/sites/sarahlandrum/2017/06/16/are-millennials-driving-casual-dress-codes/#a4099023cc13), a Geração Z incorporou de vez essa proposta.




Nosso relatório sobre a Geração Z mostra que [os Zs não querem se parecer com ninguém](http://www2.criteo.com/br/genz-report-2018): 49% acham que é muito importante que um site ofereça produtos exclusivos.




As marcas devem ter em mente que a Geração Z quer exclusividade. Encorajar esses jovens a interagir com experiências criativas e inovadoras significa associar a marca a um valor precioso para essa geração: a individualidade.




### **Geração Z: tudo sobre inclusão e individualidade**




Podem até parecer conceitos contraditórios, mas inclusão e individualidade são dois princípios altamente impactantes na forma de pensar da Geração Z. Para essa jovem população, todos são bem-vindos e ser diferente é bacana. Nada é perfeito — portanto vamos abraçar as diferenças. São esses os valores que definem a primeira geração dos verdadeiros nativos digitais.




Embora os millennials até certo ponto compartilhem essas crenças, é a Geração Z que vem largamente expressando suas opiniões nas redes sociais e consumindo produtos e serviços que incorporam os valores que defendem: autenticidade e sinceridade. As marcas que respeitam e apoiam essa visão de mundo em seus produtos, processos fabris e campanhas de marketing têm tudo para sair na frente.
