[PESQUISA] A indústria de viagens e o coronavírus: padrões de reservas globais, tendências e o futuro

 

Com a rápida disseminação de coronavírus e restrições de viagens impostas pelos governos em todo o mundo, o setor de viagens está no meio de um de seus períodos mais difíceis até o momento. O que torna essa situação especialmente difícil é que o impacto está sendo sentido em todo o ecossistema.

Além disso, as marcas e os profissionais de marketing de viagens enfrentam um dilema ao equilibrar as precauções de saúde e criar uma boa experiência de viagem a seus consumidores. Isso representa um desafio sem precedentes para uma indústria tão arraigada em nossas vidas.

Na Criteo, trabalhamos com várias marcas, parceiros e outras empresas do setor de viagens. Para ajudar nossos parceiros de publicidade e outras pessoas do setor a entender melhor o impacto do coronavírus e das restrições de viagens, utilizamos insights de 20.000 clientes para analisar os padrões de reservas de viagens em todo o mundo.

Esperamos que essas descobertas possam ajudar as empresas a entender o que esperar e ajudar os profissionais de marketing a adaptar seus planos e estratégias após o surto de coronavírus. O impacto do coronavírus tem sido muito parecido desde o início, e vimos as tendências dos viajantes mudarem quase diariamente.

Abaixo, você encontrará uma série de tendências de destinos globais que nossa equipe de Marketing e Analytics preparou com os dados mais recentes:

Tendências globais de viagens no primeiro trimestre de 2020

Na América Latina, o Brasil vê uma queda acentuada logo após os Estados Unidos começarem as suas medidas restritivas. Um leve crescimento surge entre os dias 14 e 16 de março devido a necessidade dos brasileiros que estão no exterior voltarem para o país. Após esse período, vemos queda nas reservas tanto no Brasil quanto no México. Os países da União Europeia e os EUA estão chegando ao mesmo nível de 25% do índice observado na China e em Taiwan de 9 de fevereiro a 9 de março.

Reservas em declínio nas Américas

 

A ansiedade dos viajantes realmente começou a se manifestar durante a semana de 9 de fevereiro, dois dias após o anúncio do primeiro caso de coronavírus nos EUA.

Nas últimas duas semanas, vimos uma queda muito mais rápida nas reservas nos EUA e na América Latina, ao contrário da reação mais lenta experimentada na Ásia e, mais recentemente, na Europa. O fato de muitos governos na América Latina terem se antecipado e decretado restrições às fronteiras e medidas de distanciamento social, pode ter causado essa queda mais rápida nas reservas na região.

A partir de março, quando o surto de COVID-19 se espalhou pela região, muitos países começaram a fechar suas fronteiras: Peru, Chile e Colômbia foram os primeiros a adotar medidas mais restritivas.

No Brasil, vemos uma queda nas viagens a partir de 16 de março, quando São Paulo, que possui o aeroporto mais movimentado da região, inicia o processo de medidas restritivas devido ao aumento significativo dos casos de coronavírus no estado, em especial na capital.

Apesar dos números crescentes da pandemia de covid-19 no México, o governo apenas recentemente declarou medidas restritivas, mas as reservas de viagens diminuíram drasticamente antes, pois os outros países da região já haviam imposto suas medidas.

O que esperar

Nós continuaremos monitorando as atividades de viagem e trabalhando juntos para entender o impacto do coronavírus e das paralisações em diferentes regiões do mundo:

  • O monitoramento de tendências globais como essas pode nos dar pistas sobre os tempos de recuperação de viagens em áreas impactadas
  • Ser aberto e colaborativo e trabalhar como parceiros pode ajudar a trazer uma resolução mais rápida para um desafio de todo o setor
  • O comportamento das viagens dos consumidores mudará no futuro – portanto, pense em como envolver as pessoas da maneira certa quando for a hora certa

Não é incomum ver pessoas se unindo diante da adversidade e essa situação em relação a COVID-19 não foi diferente. Ao conversar com equipes internas da Criteo, parceiros e clientes, houve um claro interesse em compartilhar uns com os outros e uma disposição para trabalhar em conjunto, que acreditamos beneficiar o setor assim que as coisas começarem a normalizar.

Agradecemos o esforço coletivo de todos e a positividade em torno de um momento com circunstâncias tão desafiadoras e continuaremos a fazer nossa parte e ajudar da maneira que pudermos.

Manoella Fidalgo

Manoella mudou para São Paulo para fazer uma pós-graduação e nunca mais saiu. Além de escrever para o blog da Criteo Brasil, ela é responsável pelo Marketing da Criteo na América Latina. Gosta de pipoca, música e não come chocolate. Não necessariamente nessa ordem.