Setembro 13, 2018
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Criteo FLOW: uma conversa com Jen Whelan, Vice-Presidente de Marketing da Criteo

 

As mulheres representam quase metade da força de trabalho, mas apenas 25% ocupam cargos executivos, de gerência ou de nível sênior em empresas do índice S&P 500. Está claro que ainda há muito o que fazer para nivelar o campo de atuação de homens e mulheres no mundo corporativo.

É exatamente isso que pretende fazer o Criteo FLOW (Future Leaders of the World). Uma iniciativa de duas executivas da Criteo, Emily Sinsheimer e Dhoreena Ventura, o FLOW tem como objetivo desenvolver, apoiar e inspirar lideranças na Criteo. Em 20 de agosto, o FLOW lançou o Hot Seat, uma série de entrevistas com nossos brilhantes profissionais para compartilharem as suas experiências e aprendizados.

Quem escolhemos para começar? Nossa Vice-Presidente Sênior de Marketing Jen Whelan, que foi entrevistada por Denise Data, Creative Services Art Director, dos EUA. Confira alguns destaques desse encontro.

 

De garçonete a Vice-Presidente Sênior (SVP)

Nascida no Alasca, Jen ingressou na Criteo com mais de vinte anos de experiência em algumas das mais renomadas empresas de tecnologia do mundo (Intel, Microsoft, T-Mobile e Qualcomm, só para citar algumas). Porém, foi quando trabalhou como garçonete, muito antes de ingressar no mundo corporativo, que ela aprendeu as lições mais importantes da sua vida profissional.

“Eu aprendi mais servindo mesas do que em qualquer outro lugar. Entendi o poder das competências transversais”, conta Jen.

No restaurante, enquanto ganhava US$ 2,10 por hora, além das gorjetas, Jen “aprendeu a ver seus colegas de trabalho como uma comunidade, em que todos, não importa suas posições, ajudavam uns aos outros.”

Essa lição ficou para sempre. Mais tarde, ao ingressar na Intel, já levava na bagagem valiosas experiências de vida e de trabalho:

“No marketing, quanto mais ajudamos a alavancar as vendas, melhores são os resultados para a empresa como um todo. Como garçonete, aprendi que, quanto mais rápido eu limpava as mesas, mais clientes eram atendidos, mais dinheiro o restaurante ganhava e mais gorjeta eu recebia.”

 

Sobre o pior conselho que já recebeu e sobre a necessidade da empatia

Jen Whelan Criteo SVP Marketing

“Você é muito boazinha”, me disse um antigo chefe. “Você precisa fazer com que as pessoas tenham medo de perder o emprego. Só assim farão o que você quer e precisa.”

“Esse não é o meu estilo”, disse Jen. “Eu não tenho essa capacidade; nem desejo tê-la.”

O que Jen tem de sobra é empatia. Há seis meses na Criteo, já lidera a maior equipe de toda a sua vida. Com a missão de consolidar as equipes de vendas, produto e marketing, Jen considera essencial prestar atenção ao que as pessoas têm a dizer.

“Às vezes, quanto menos você fala, melhor. Dar a alguém a chance de parar e pensar sobre algo e depois responder é extremamente valioso. Considerando as diferentes perspectivas, eu posso reconhecer minhas próprias deficiências e corrigir o curso.”

Para Jen, a compaixão é uma competência que todos devem ter para prosperar na vida pessoal e profissional. Quando perguntada como faz para realizar bem seu trabalho e ao mesmo tempo comunicar-se com uma nova equipe, Jen enfatiza:

“Coloque-se no lugar da outra pessoa e tente entender o ponto de vista dela”, ressalta. “Pergunte-se a si mesmo qual o contexto da situação e como alguém vai receber o seu feedback.”

Quando a entrevistadora Denise Data respondeu que já foi aconselhada várias vezes a ser menos direta, Jen sorriu e disse que “às vezes, é melhor ser direta. Mas, primeiro, é preciso desenvolver uma relação de confiança e deixar que as pessoas saibam que você realmente se importa com elas”.

 

Sobre competição e talentos complementares

Quando se trata de criar grandes equipes, Jen sugere que os líderes observem quais são as competências que lhes faltam e “preencham suas próprias lacunas”.

Como mulher e profissional de marketing, Jen destaca que, embora ainda falte muito em termos de igualdade no mundo corporativo, reconhece que o campo de atuação está mais nivelado do que no início da sua carreira. Hoje, ela pode se dedicar a encontrar os melhores talentos para cada cargo. Mas, como fazer isso?

Jen conta que sempre procura pessoas que a inspirem. Por exemplo, se a pessoa tiver filhos, é importante também que seja um pai/mãe dedicado. A capacidade de organização e apresentação de ideias também é essencial. Assim como expertise em alguma área. E o fator empatia também merece destaque. Essas são características que Jen valoriza tanto na vida pessoal quanto profissional.

Para nossa SVP, é importante buscar alguém diferente de você. Para isso, é preciso conhecer-se bem o suficiente para ter consciência sobre as suas próprias lacunas e preenchê-las com pessoas geniais à sua volta. É preciso ver que essas pessoas tornam você melhor, e você também as torna melhores. Juntos, todos se completam e trabalham melhor. É assim que se atenua a competição com colegas de departamento e da empresa.

 

Sobre a importância de saber negociar

“No começo da carreira, eu era péssima em negociar”, lembra Jen. “Eu melhorei ao longo do tempo, mas, até na Microsoft, quando já não era tão novata, eu não abria mão de nada.”

Isso contribuiu para acelerar sua saída da empresa. Na época, seu chefe deu a ela um conselho memorável:

“Eu vou te dizer o que você fez de errado na Microsoft, para que não repita nunca mais: você aceitou o trabalho.”

Confusa, Jen respondeu que estava feliz com a oferta.

“Isso não importa. Quando você aceita uma oferta imediatamente, isso faz com que as empresas pensem que pagaram a você muito mais do que merecia.”

Aqui, a questão não é o salário em si. Mas saber negociar.

Pessoas que não sabem negociar normalmente têm medo de serem rejeitadas caso peçam mais. Nesse ponto, Jen ressaltou a questão da autoconfiança.

“Quando uma empresa oferece a você um cargo, ela decidiu que você é a pessoa certa para ele, e o maior erro que você pode cometer é subestimar-se.”

 

Sobre fazer as perguntas certas

Jen Whelan SVP Marketing

“As pessoas mais respeitadas, e aquelas que considero as mais inteligentes, não têm a resposta pronta. Pelo contrário, elas fazem perguntas que fazem toda a diferença”, ressaltou Jen.

“Parece contraditório, mas, quando as pessoas fazem perguntas que nos fazem pensar, significa que elas avaliaram diferentes cenários e obstáculos. E isso é valioso. Se você for o primeiro a dar uma resposta, cuidado, pois talvez não tenha pensado em todas as diferentes possibilidades e consequências para o grupo.”

 

FLOW: construindo uma rede de apoio

O Criteo FLOW pretende que seus membros inspirem e apoiem uns aos outros a alcançarem suas metas dentro de um ambiente seguro e saudável. E também empoderem os profissionais da Criteo fornecendo:

  • Um espaço confortável para que os funcionários reflitam com toda a confiança.
  • Sessões regulares e grupos de discussão para tirar os funcionários de suas zonas de conforto e propor-lhes desafios.
  • Um sólido canal para preparar líderes.
  • Acesso a feedbacks e a oportunidades de treinamento.

Mantenha-se atualizado sobre as sessões do FLOW e saiba mais sobre a Cultura da Criteo aqui.