Relatório Black Friday 2019: Saúde e Beleza lideram com alta de 464% nas vendas

Otimizamos a forma de processar os dados de transações da Black Friday e, neste ano, conseguimos analisar com mais detalhes as vendas por categoria.
Atualizado em 12 de Janeiro de 2026

Na semana passada, a Black Friday 2019 registrou o maior pico de vendas de todos os tempos no país. Na Criteo, mergulhamos nos dados de 1,9 bilhão de consumidores ativos que vemos por mês para descobrir o que foi destaque este ano. Otimizamos a forma de processar as transações do Criteo Shopper Graph, nossa imensa base de dados de consumidores, e, pela primeira vez, conseguimos analisar com mais detalhes as vendas por categoria.

O que vimos:

1. As vendas da Black Friday 2019 foram 26% maiores que na Black Friday 2018

No ano passado, gastamos muito tempo examinando as tendências e explicando por que a Black Friday tornou-se um fenômeno global. Se você tiver curiosidade sobre dados de vendas por país, confira nosso painel sazonal interativo aqui.

A Black Friday 2019 (29 de novembro) começou uma semana mais tarde do que em 2018 (23 de novembro), mas as vendas e o tráfego começaram a subir já no início de novembro. É nessa época que muitos consumidores, aparentemente, começam a entrar no clima das promoções. Em seguida, observamos uma queda nas taxas de conversão uma a duas semanas antes do evento, provavelmente enquanto as pessoas aguardavam as ofertas do grande dia.

A Black Friday 2019 viu, em média, um aumento de 336% nas vendas e de 170% no tráfego. Em 2018, a Black Friday registrou um aumento de 310% nas vendas. Isso representa um pico de vendas superior a 26% em 2019 em relação ao ano passado.

2. Saúde e Beleza arrasaram

No que se refere à performance durante a Black Friday 2019, o setor de Saúde e Beleza liderou com uma margem significativa. As vendas aumentaram em 464%. Os Artigos Esportivos ficaram em segundo lugar, com um aumento de 426%. Varejistas do setor de computação e alta tecnologia viram um aumento de 379%.

Com uma alta de 343%, os itens Moda e Luxo, como roupas e joias, ficaram à frente da categoria Brinquedos e Gadgets (+320%).

3. Há oportunidades para todas as categorias

É fácil olhar os números dessas categorias e ver uma história de sucesso para seus varejistas. Outra história é olhar aquelas que registraram uma performance aquém do esperado: Material de Construção, Bricolagem e Design de Interiores (+144%), Educação, Juventude e Família (+109%) e Cultura/Mídia/Ingressos para Eventos (+56%).

Essas categorias talvez não recebam tanta atenção durante a Black Friday porque, em geral, não vendem itens que as pessoas costumam dar de presente. Mas, para varejistas e marcas que atuam nesses segmentos, isso pode representar uma oportunidade de pensar sobre a segmentação de audiências específicas para o evento e sobre promoções exclusivas.

Você criou uma campanha que oferece um belo desconto na Black Friday na compra de ingressos? Para aquele show imperdível? E como ter certeza de que sua campanha está segmentando o público que tem maior potencial de estar interessado no seu produto ou serviço?

4. Thanksgiving Day (28 de novembro) = Mais um dia de vendas?

Nos EUA, parece que após as tradicionais reuniões em família no Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), com tudo a que se tem direito, de longas refeições a clássicas discussões, muitos gostam de ir às compras pelo smartphone. Isso segue um padrão de alta nas vendas mobile. Portanto, há algo a ser dito sobre a psicologia desse comportamento do consumidor. Neste último Thanksgiving, descobrimos que 59% das transações aconteceram no mobile.

Nos EUA, esse feriado é dedicado aos encontros em família, e os americanos viajam longos quilômetros para juntar-se aos parentes. No entanto, como a data é celebrada toda última quinta-feira de novembro, anterior à sexta-feira da Black Friday, tão logo as pessoas tenham um tempinho, vão logo espiar as ofertas. E, mais do que nunca, o smartphone vem sendo o dispositivo favorito para isso.

5. Os apps ganham cada vez mais espaço.

Com 59% das transações no mobile, as compras no Thanksgiving Day foram ligeiramente mais concentradas no smartphone do que na Black Friday deste ano. Na Black Friday, esse percentual foi de 57%. Mesmo assim, o feito é notável: a maioria das compras digitais em 2019 ocorreu no mobile.

As transações em aplicativos, em particular, mostraram um crescimento visível desde o ano passado. Na Black Friday de 2019, as vendas in-app aumentaram em 146% em relação a outubro de 2019.

O que dizem os consumidores — e o que eles fazem

Ao analisarmos esses números, também estudamos os dados de uma pesquisa que realizamos com consumidores dos EUA sobre planos de compras para a Black Friday.

Os consumidores nos EUA pretendiam comprar mais produtos de beleza?

Sim. Quando perguntamos se pretendiam gastar mais em produtos de beleza durante a Black Friday, 31% dos indivíduos da Geração Z e 32% dos millennials responderam que sim.

Quer segmentar também por país e geração? Confira nosso gráfico:

Também perguntamos o que consumidores no mundo todo pretendiam comprar durante a Black Friday 2019:

Na Criteo, estávamos interessados em ver as diferenças entre as categorias de produtos. Para nós, tudo é uma questão de publicidade, e não de demanda. O setor de Saúde e Beleza até pode ser o mais popular, mas claramente as poderosas campanhas veiculadas no final de semana da Black Friday têm grande participação nisso. O aumento nas vendas de Artigos Esportivos foi outro achado surpreendente. Nos EUA, especificamente, talvez muitas pessoas já estejam pensando nos esportes de inverno durante o feriado do Thanksgiving.

Sabemos que a Black Friday é extremamente aguardada por varejistas de todos os tipos e tamanhos, mas é interessante dar uma olhada nos números além da superfície. Isso pode ajudar as empresas a entender melhor o comportamento da audiência e planejar o futuro com mais estratégia.